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ArcelorMittal participa da 59ª edição do Congresso Latino-Americano do Aço

Publicado em 07/11/2018

Cerca de 400 líderes e representantes da cadeia global de valor discutem a sustentabilidade e competitividade do setor, as novas realidades no comercio global e regional e outros grandes desafios enfrentados pela indústria do aço em Cartagena das Índias, na 59ª edição do Congresso Latino-Americano do Aço. Os temas trabalhados durante o Congresso da Alacero estão relacionados ao futuro do setor, à guerra comercial, às questões das importações e à forma como vamos enfrentar a situação que está sendo apresentada.

Segundo o CEO Aços Longos Latam e presidente da Alacero, Jefferson De Paula, a América Latina se dirige a um segundo ano de recuperação, apesar do cenário de incertezas que dominou especialmente países da região como a Argentina, o Brasil e o México durante o primeiro semestre. “Essas circunstancias, acompanhadas da volatilidade dos mercados financeiros, variações cambiais e de um protecionismo global crescente, induziram a uma atividade económica mais lenta na região”, afirma De Paula.

Para o próximo ano, a expectativa da Alacero é que o continente continue na trajetória de crescimento a depender da implementação de agendas econômicas que prestigiem a indústria de transformação em um momento de início de novos governos no México e no Brasil, além de período de eleições presidenciais na Argentina . As perspectivas são de crescimento acima de 2% na região, principalmente em função de possíveis recuperações econômicas mais consistentes no Brasil, no México e na Colômbia. “Embora positivos, os dados econômicos da América Latina seguem sendo muito tímidos quando comparados com o potencial da região”, destaca De Paula.

Apesar do cenário extremamente desafiador com a expansão das medidas protecionistas por todo o mundo e das incertezas nos cenários políticos e econômicos de diversos países da região, a produção de aço bruto na América Latina deve alcançar as 66,3 milhões de toneladas, um incremento de 3,2% em relação ao ano passado. No que diz respeito à demanda por aço laminado, o continente deve contabilizar um crescimento de 1,3% ante 2017, chegando a 68,5 milhões de toneladas. Já a produção de laminados deve alcançar a marca de 52,8 milhões de toneladas, aumento de 3,2% em relação ao ano passado.

Desafios da Indústria

Segundo Jefferson De Paula, a indústria siderúrgica é um dos pilares do desenvolvimento econômico e social da América Latina e, embora a região venha em uma trajetória de alta, os níveis atuais de consumo per capita de aço na região continuam muito abaixo da média mundial. Para o próximo ano, a expectativa é de um acréscimo de pouco mais de 2 milhões de toneladas no consumo aparente de aço na região. Para enfrentar o cenário de grandes desafios e elevar as taxas de crescimento na produção e no consumo de aço, a Alacero destaca a importância das medidas de defesa comercial. “Essas ações são fundamentais para a ASOCIACIÓN LATINOAMERICANA DEL ACERO restabelecer a competitividade do nosso mercado regional”, ressalta De Paula.

Para ele, apesar de uma recuperação moderada iniciada no ano passado e mantida neste ano de 2018, é de extrema importância combater as distorções de mercado provocadas especialmente pela China. “A indústria global e regional segue sendo muito afetada pelo excesso de capacidade instalada no mundo e a China é o país que mais contribui para esse desequilíbrio. A indústria siderúrgica chinesa continua sendo uma economia de não mercado, beneficiada por subsídios e afetando as condições de competividade no mercado global”.

Neste contexto as empresas siderúrgicas da América Latina enfrentam o não “fair play” ao concorrer contra empresas chinesas e seus governos que inundam o continente com aço que ingressam em situação de dumping.

Tecnologia e Inovação

Outro tema de muita relevância que abordado no Congresso a importância para a siderurgia em conhecer as novas tecnologias e modelos de negócios. “Sabemos que precisamos ser cada vez mais inovadores, para não ficarmos de fora de uma nova revolução industrial. Já temos empresas inseridas na chamada indústria 4.0, mas ainda há muito a ser feito. É necessário estimular avanços em toda a cadeia”, destaca Jefferson De Paula. Se há riscos na automação, como a entrada de novos materiais que competem com o aço, também há grandes oportunidades. Possibilidades concretas de redução de desperdício, customização, eficiência e transparência. Graças à incorporação dos conceitos da indústria 4.0, já existem exemplos cada vez mais numerosos de resultados importantes na gestão de fornecedores e estoques, manutenção e logística, entre outros. “Inovação é a palavra de ordem para sermos capazes de nos inserir de forma sustentável neste novo mundo. E acreditamos firmemente em nossa capacidade de adaptação às novas exigências do mercado global e também na importância do nosso papel como agente transformador para contribuir com o crescimento das comunidades onde temos presença”, complementa.

 

Fonte: Alacero