Sustentabilidade

Gestão da Água

A água é um recurso essencial para as atividades da ArcelorMittal. Sua gestão não é apenas necessária para o atendimento aos requisitos legais, mas, também, crítica à maior parte das atividades da Empresa. Em linhas gerais, a água é utilizada para tratamento dos materiais, controle das emissões atmosféricas e transferência de calor, sendo esse seu maior uso.

O consumo absoluto1 desse recurso é intensivo, porém é importante ressaltar que o consumo específico2 é relativamente baixo em relação a outras indústrias. A água não é incorporada aos produtos e, em função dos altos índices de recirculação (acima de 98%), a captação se destina basicamente a suprir as perdas por evaporação e incorporação em coprodutos: umidade no agregado siderúrgico decorrente de sua granulação; umidade das lamas de aciaria decorrente do controle atmosférico; umidade dos lodos das estações de tratamento de água e efluentes; infiltração devido à umectação das vias internas.

Os impactos externos decorrentes do uso da água estão relacionados à disponibilidade desse recurso (qualidade e quantidade) aos outros usuários, tanto na captação quanto no descarte, sazonalidade climática (em especial os índices pluviométricos), requisitos legais e restrições ambientais locais.

É possível afirmar que a ArcelorMittal obteve sucesso ao longo dos anos na gestão do risco externo em relação ao impacto na captação da água e no descarte de seus efluentes. A maior parte das unidades brasileiras da ArcelorMittal tem como meta o Descarte Zero de Efluentes Industriais, ou seja, reusam quase todos os efluentes gerados, em um circuito fechado de produção.

Quando é necessário fazer alguma devolução ao meio ambiente, o efluente é tratado e retorna ao curso d´água com uma qualidade que atenda aos padrões de lançamento estabelecidos em legislação.

Riscos

São vários os riscos associados à gestão dos recursos hídricos. O principal é a perda de produção. Mas vale lembrar que há outros, como o institucional e de imagem, impactando no relacionamento com a comunidade do entorno; o de saúde, devido à poeira difusa das matérias-primas; e ainda, o fornecimento de energia, uma vez que a matriz energética brasileira depende da água. Todas as atividades acima mencionadas contribuem para a concepção da matriz de riscos, revisada trimestralmente. A gestão leva em consideração os diferentes cenários de escassez hídrica, os potenciais impactos na Empresa e na comunidade do entorno, e define ações para eliminar, reduzir ou mitigar os riscos existentes.

Dentre os critérios necessários para uma boa governança dos recursos hídricos, consideramos primordial que o assunto esteja na pauta diária dos diretores das unidades industriais, pois uma boa governança só é possível se a questão água for considerada em todas as etapas do processo produtivo.

São essenciais a participação e o envolvimento de todas as áreas, incluindo o meio ambiente, a engenharia e as áreas operacionais. O uso responsável e eficiente do recurso é difundido em toda a Empresa.

A disseminação da governança hídrica obtém maior significado se associada às políticas de uso e estabelecimento de metas, que, por sua vez, impulsionam ações que efetivamente contribuem para o uso eficiente da água.

Consideramos também como essencial à governança hídrica o conhecimento do contexto local no qual cada unidade está inserida. Nesse caso, a participação da Empresa nos comitês de bacias hidrográficas federais e estaduais auxilia na identificação de tendências legislativas, conscientizando Empresa e empregados que participam dos debates sobre os principais problemas locais. Os profissionais da ArcelorMittal Brasil atuam de forma ativa e construtiva nos comitês das bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ – SP), Rio Paraíba do Sul (MG), Rio Pará (MG), Rio das Velhas (MG), Rio Santa Maria da Vitória (ES), entre outros.

A ArcelorMittal Brasil busca constantemente formas de melhorar seu sistema de gestão de recursos hídricos. Hoje, são analisadas fontes alternativas para captação (água subterrânea, água de chuva e utilização de águas de reuso) e aperfeiçoamento da gestão hídrica (redução do consumo e ampliação da recirculação da água).

A Empresa trabalha também com atores da sociedade que contribuem para o aumento da oferta de água na bacia hidrográfica. Nesse sentido, destaca-se a parceria realizada com o Instituto Terra no Programa Olhos d’Água, que visa, além de outros objetivos, recuperar e proteger 100% das nascentes nas propriedades rurais dos 230 municípios da Bacia Hidrográfica do Rio Doce. A Empresa irá doar material para a recuperação de 4.750 nascentes ao longo de cinco anos (2015-2020).

Forma de Gestão

A forma de gestão desse tema está diretamente ligada ao objetivo 6 do Desenvolvimento Sustentável da ONU e aos objetivos da Política Nacional de Recursos Hídricos (garantia dos usos múltiplos da água). Por isso, a ArcelorMittal possui, como uma de suas diretrizes, ser usuária confiável do ar, da terra e da água.

Todas as diretrizes mencionadas estão englobadas na Política Ambiental, que possui 10 princípios, sendo três com interação direta (melhoria contínua, conformidade com a legislação e compromissos assumidos e uso eficiente de recursos naturais) e quatro indiretos (certificação na norma ISO 14001, desenvolvimento de processos com baixo impacto, responsabilidade e comprometimento com o desempenho ambiental, comunicação e diálogo aberto com as comunidades afetadas pelas operações da ArcelorMittal). Para atender a todas as diretrizes aplicáveis e gerenciar o risco de forma adequada, os segmentos de Aços Planos e Aços Longos instituíram, em 2015, o Plano Diretor de Águas, um instrumento de gestão cujo propósito é apoiar a Empresa numa atuação eficiente e sustentável dos recursos hídricos e tem como principais objetivos estabelecer diretrizes de gestão do uso e conservação dos recursos hídricos; identificar oportunidades visando ao controle e à redução de riscos, à melhoria contínua dos processos, em conformidade com os requisitos legais aplicáveis; e garantir a disponibilidade do recurso considerando os cenários futuros.

O Plano está estruturado em eixos estratégicos, que compreendem diretrizes norteadoras do gerenciamento eficiente da água (reduzir, recircular, reusar, tratar) e das fontes alternativas para a garantia do recurso no futuro, conforme representação abaixo:

Plano estratégico da água

As estratégias e ações que sustentam o Plano Diretor de Águas consideram esse conjunto de fatores na tomada de decisão:

  • Cenários futuros de disponibilidade;
  • Conformidade com os requisitos legais aplicáveis;
  • Melhoria contínua dos processos;
  • Oportunidades de controle e redução de riscos;
  • Tratamento e reuso de efluentes;
  • Gestão do uso e conservação dos recursos hídricos.

Gerenciando os impactos

Todas as unidades de produção da ArcelorMittal são certificadas na norma ISO 14001:2015, e a gestão de recursos hídricos faz parte do Sistema de Gestão da Empresa. Auditorias internas e externas são realizadas regularmente.

Os sistemas de tratamento de água e efluentes na mineração e siderurgia são, de certa forma, simples, uma vez que partem de processos produtivos mais termodinâmicos e utilizam poucos produtos químicos. O desafio reside na escala do processo. Os tratamentos são realizados com o objetivo de disponibilizar água para uso industrial, potabilização ou descarte. Dependendo do objetivo, o tipo e o custo do tratamento variam significativamente.

No caso dos efluentes, depois de exauridas as possibilidades de eliminação da geração, o foco é o reuso interno previamente ao descarte, maximizando assim a utilização do recurso e minimizando os impactos na captação e no descarte.

Os tratamentos utilizados nas empresas variam de acordo com as características da água captada, assim como a necessidade (qualidade e quantidade) inerente a cada tipo de processo. Podemos afirmar que os tratamentos mais comumente utilizados são físico-químicos (coagulação, floculação, sedimentação e filtração) e biológicos (reatores e lagoas de tratamento). Nas áreas de produção de trefilados, em especial na Belgo Bekaert Arames e na ArcelorMittal Vega, utilizam-se também estações para neutralização de efluentes ácidos.

Para conhecer as principais ações desenvolvidas em 2016 nos respectivos segmentos e unidades de negócio, acesse o Relatório de Sustentabilidade.

Métricas e Indicadores

A Empresa utiliza como métricas principais o volume captado, o consumo específico (m3 por tonelada de aço bruto), o índice de poluição adicionada (diferença entre a carga captada e a descartada em corpos hídricos) e o índice de recirculação.

De forma a reduzir riscos operacionais e impactos à comunidade, a Empresa avalia também a diversificação em sua matriz de captação (água subterrânea, superficial, pluvial, reuso interno e externo).

A principal forma de avaliação da eficácia da gestão hídrica é por meio da gestão dos indicadores, com o desdobramento de metas. Auditorias, inexistência de sanções e multas, reconhecimentos e prêmios são avaliados de forma mais ampla, comprovando a eficácia da gestão ambiental da Empresa.


1 Consumo absoluto: refere-se ao volume total de água utilizado pela Empresa, considerando apenas o volume total de água captada e descontando-se o volume total de água descartada após seu uso. Por essa razão, a unidade de medida de consumo absoluto de água é apresentada em metros cúbicos (m3).

2 Consumo específico: refere-se ao volume total de água utilizado efetivamente na produção da Empresa. Ou seja, neste caso, considera-se o volume total de água captada, desconta-se o volume total de água descartada após seu uso e o resultado dessa diferença é dividido por uma unidade produtiva, que no caso da ArcelorMittal Brasil, é a tonelada de aço bruto. Por essa razão, a unidade de medida de consumo específico de água é apresentada em metros cúbicos por tonelada de aço bruto (m3/tab).

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    Nosso aço contribui com a evolução da sociedade, por meio de investimentos em tecnologias e oportunidades para a construção de um amanhã ainda melhor.
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