Projeto social da ArcelorMittal conecta ceramistas à tecnologia para ampliar visibilidade e vendas
Em novembro, o Coletivo USSU de Cerâmica, projeto social que conta com o patrocínio da ArcelorMittal em Itatiaiuçu, celebrou um marco importante, que foi o lançamento de seus canais digitais: Instagram (@ceramica_ussu), site (ussu.org.br) e catálogo virtual. A iniciativa amplia a presença do grupo e permite que as peças artesanais alcancem públicos além das fronteiras da comunidade.
O Coletivo USSU nasceu com o propósito de valorizar a cultura, gerar renda e fortalecer a economia local por meio da cerâmica, que utiliza o rejeito de mineração. Com a presença digital, o grupo dá um passo importante para se conectar com tendências de mercado e aumentar as oportunidades de comercialização.
“Antes, nossas peças eram conhecidas apenas na região. Agora, qualquer pessoa pode ver nosso trabalho e comprar pela internet. É um sonho que está virando realidade”, afirma Renata Nogueira, ceramista e presidente do coletivo.
O lançamento das plataformas digitais é resultado de um processo colaborativo que envolveu encontros de formação, definição de estratégias e criação de conteúdos. O perfil no Instagram e o site foram pensados para apresentar e destacar os produtos. Já o catálogo, materializa as peças e padroniza os valores.
“O Coletivo USSU é um exemplo de como a ArcelorMittal investe em projetos de desenvolvimento territorial que promovem geração de renda, empreendedorismo e valorização cultural. O objetivo é que as comunidades se fortaleçam e alcancem autonomia, construindo caminhos para um futuro mais inclusivo e sustentável”, destaca Fabiana Lopes, gerente de Relacionamento com Comunidades da ArcelorMittal.
Os próximos passos incluem treinamentos para gestão do site e edição do catálogo, além do aumento gradual da frequência de publicações nas redes sociais.
Uso do rejeito como diferencial
Desde o início do projeto, em 2023, a cerâmica produzida em Itatiaiuçu tem um diferencial que reforça inovação e sustentabilidade: a utilização do rejeito de mineração nas peças. Inicialmente, o rejeito era incorporado à argila e, após estudos aprofundados sobre cores e texturas, o grupo avançou ainda mais. Hoje, os ceramistas criam seus próprios esmaltes com o rejeito, mostrando como é possível transformar desafios em soluções criativas e sustentáveis.
“Tudo que está sendo feito aqui é parte da história de cada ceramista e isso é muito forte para a cultura de uma cidade. A cerâmica toda é uma reação mineral, um comportamento mineral. Estamos em uma cidade mineradora e o ceramista tem um pouco de minerador também”, comenta o professor José Alberto Bahia Duarte, parceiro do projeto.
Conheça o trabalho do Coletivo
Para acessar as redes sociais do Coletivo USSU, siga no Instagram: @ceramica_ussu e acesse o site: ussu.org.br