Serra Azul

Serra Azul

Status de segurança da barragem

A barragem da Mina de Serra Azul encontra-se no nível 2 de emergência, numa escala de 1 a 3, de acordo com os critérios técnicos de classificação estabelecidos pela Agência Nacional de Mineração (ANM).

Devido à elevação para nível 2, em 8 de fevereiro de 2019, a ArcelorMittal acionou preventivamente o Plano de Ação de Emergência de Barragem de Mineração (PAEBM) e, em conjunto com a Defesa Civil, realizou a evacuação de moradores que residiam na chamada Zona de Autossalvamento - ZAS (conhecida também como área de possível inundação em caso de rompimento).

Barragem Serra Azul

A mudança do nível de emergência ocorreu após aplicação de metodologia mais conservadora pelo auditor independente responsável pela declaração de estabilidade da barragem, depois de acidentes ocorridos no setor de mineração no Brasil, sem relação com a ArcelorMittal.

Desde o acionamento do PAEBM, a barragem não apresentou alterações em seus indicadores de segurança.

Barragem desativada desde 2012

A barragem da Mina de Serra Azul está desativada desde 2012. Para a extração do minério é utilizado um sistema de disposição dos rejeitos com técnica de empilhamento a seco. Antes de ser disposto em pilhas, o material é drenado e o rejeito é empilhado com estabilidade, por ter baixa umidade, minimizando os riscos de ocorrências ambientais. Além disso, a drenagem do material permite a recuperação da água, reduzindo a necessidade de captação desse recurso natural em mananciais hídricos locais.

Esta inovação implantada em Serra Azul é considerada referência em qualidade de gestão de resíduos na mineração nacional. Em 2016, foi incluída no Banco de Boas Práticas Ambientais da Indústria, coordenado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), que tem como objetivo disseminar informações sobre ações sustentáveis que possam ser implantadas em outras empresas.

Para melhorar as condições de segurança da barragem, foi construído um canal periférico a fim de minimizar o aporte de água na estrutura, os drenos são mantidos regularmente, bem como a retirada de vegetação invasiva e eliminação de cupinzeiros e formigueiros.

Plano de Ação de Emergência de Barragem de Mineração e mapas da Zona de Autossalvamento

Tecnologia de monitoramento

Desde o acionamento do Plano de Ação de Emergência de Barragem de Mineração (PAEBM), a ArcelorMittal instalou uma série de novos equipamentos e tecnologias que sofisticaram e tornaram ainda mais preciso o monitoramento.

A maior parte desses equipamentos foi automatizada e transmite leituras em tempo real para a Sala de Monitoramento, onde são acompanhadas por técnicos 24 horas por dia.

Entre os equipamentos estão piezômetros, sismógrafos e câmeras de alta resolução. A barragem também é monitorada por radar e imagens de satélites.

São monitorados:

  • Nível de água em diversos pontos no interior da barragem;
  • Movimentação da estrutura através de radares, para eventual acionamento da emergência em caso de ruptura;
  • Vibrações;
  • Integridade da estrutura;
  • Vazão de água e o volume de precipitações de chuvas.
Sala de monitoramento

Estrutura de Contenção a Jusante (ECJ)

Em cumprimento à resolução da Agência Nacional de Mineração (ANM), a ArcelorMittal deu início à construção de uma Estrutura de Contenção a Jusante (ECJ) próxima à barragem da Mina de Serra Azul, no distrito de Pinheiros – município de Itatiaiuçu. O objetivo da estrutura é conter todo o rejeito da barragem e reduzir danos ambientais e materiais na hipótese de um rompimento.

Em junho de 2021, a empresa apresentou o projeto conceitual da ECJ para auditoria do Ministério Público Estadual. Todas as empresas especialistas envolvidas no projeto de construção estão focadas em atividades para o desenvolvimento do projeto básico, que deve ser aprovado em breve, e tem como premissa a segurança dos profissionais e da comunidade do entorno, o meio ambiente e a continuidade dos projetos locais.

Estrutura de Contenção a Jusante

O projeto de engenharia busca reduzir ao mínimo os impactos ambientais da obra. O início da construção foi precedido por um amplo levantamento de toda a flora e fauna existentes na área, onde coexistem os biomas de Cerrado e Mata Atlântica. Exemplares de espécies da flora nativa foram resgatados (mudas e sementes) e foram manejados em um viveiro para posterior replantio. A supressão de mata foi feita em local estritamente necessário para viabilizar a realização da obra e conduzida de forma a gerar o menor dano possível ao meio ambiente.

Obra com controle remoto

A empresa realizou uma série de testes com equipamentos controlados remotamente na área onde será construída a ECJ. O objetivo foi entender todas as funcionalidades desses equipamentos para adequar o projeto da construção à tecnologia de controle remoto. Os testes foram concluídos com sucesso.

A iniciativa de utilizar equipamentos controlados remotamente tem o objetivo de assegurar a segurança das equipes que trabalharão na construção da estrutura. Todos os trabalhadores recebem treinamento em segurança e possuem Equipamentos de Proteção Individual (EPI); como GPS pessoal, com controle no Centro de Monitoramento para acompanhamento das atividades.

Controle remoto

Andamento das obras

Atividades diretas

  1. Supressão Vegetal
  2. Remoção do Material Lenhoso (madeira já cortada)
  3. Construção do Canteiro Provisório
  4. Execução do Platô da Área do Canteiro Definitivo
  5. Execução do Platô da Área de Estoque
  6. Mobilização de um “profissional especialista em planejamento de obra para auxiliar e contribuir na elaboração do cronograma de implantação”.

Atividades de Infraestrutura

  1. Alargamento dos Acessos II. Execução de Forro dos Acessos
  2. Cercamento do Perímetro da Obra
  3. Cercamento da ZAS
  4. Implantação de Portaria Automatizada
  5. Sinalização da Obra e Caminhos Seguros
  6. Implantação do Líder de Evacuação/Fuga
  7. Coleta de Amostras da Fundação
  8. Execução de Sondagens
Atividades de Infraestrutura

Descaracterização

A descaracterização de uma barragem consiste na retirada de todo o material contido em seu interior, o desmonte da estrutura e posterior reintegração ao ambiente.

O projeto de descaracterização da barragem da Mina de Serra Azul está em fase de desenvolvimento. A partir dele, será possível determinar o prazo necessário para a descaracterização.

É importante ressaltar que o início dos trabalhos depende da recuperação do fator de segurança da barragem e da conclusão da construção da Estrutura de Contenção à Jusante (ECJ).

Meio ambiente

A Mina de Serra Azul possui uma rigorosa gestão ambiental amparada nas 10 Diretrizes de Desenvolvimento Sustentável, válidas para todo o Grupo ArcelorMittal. O objetivo é buscar a melhoria contínua, com implantação das melhores tecnologias e práticas existentes para minimizar os impactos de suas atividades. O Sistema de Gestão Ambiental do segmento de Mineração da ArcelorMittal Brasil é baseado nos requisitos de gestão da norma ABNT NBR ISO 14001.

Regularmente são realizados monitoramentos ambientais dentro e no entorno da Mina de Serra Azul, a fim de garantir a boa manutenção dos recursos naturais disponíveis para empregados e comunidades vizinhas. A transparência da empresa, neste contexto, é uma diretriz no tratamento de ocorrências e no atendimento aos órgãos ambientais e às comunidades locais.

Meio ambiente

Biodiversidade: monitoramento da fauna

Com o objetivo de manter suas operações com o menor impacto ambiental possível, a Mina de Serra Azul faz o monitoramento da fauna na área do empreendimento, por meio do qual são verificados possíveis impactos na biodiversidade local. A unidade desenvolve diversas ações socioambientais para seus empregados, familiares de empregados e moradores das comunidades locais. Dentre as atividades realizadas, destacam-se as ações do Programa de Educação Ambiental, voltadas a estimular a conscientização ambiental do público.

Viveiro de plantas nativas

Um viveiro de mudas de plantas nativas foi construído no terreno do Posto de Atendimento de Pinheiros para atender exigência da Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM). O viveiro recebeu exemplares de plantas nativas (mudas, frutos e sementes) do Cerrado e da Mata Atlântica presentes dentro da Zona de Autossalvamento (ZAS). O resgate das mudas, frutos e sementes foi feito do entorno da barragem até o Reservatório do Rio Manso. O trabalho foi realizado por equipe especializada no tema, composta por biólogos e engenheiros agrônomos. Essa demanda do Órgão Ambiental é aplicável a todas as barragens de mineração em nível de emergência localizadas no Estado de Minas Gerais e contempla, além da flora, o levantamento da fauna, da qualidade do solo e o monitoramento das águas.

Viveiro de plantas nativas

O viveiro, que possui 300 metros quadrados, foi construído com madeira de eucalipto de florestas plantadas e coberto com tela de sombreamento. A finalidade do viveiro é a de preservar e conservar espécies, para que, no futuro, essas plantas sejam devolvidas para a natureza.

Espécies identificadas

No levantamento preliminar foram identificadas espécies de árvores como araucária, acaiaca, jacarandá, ipês amareloe roxo, braúna, canela sassafrá, além de várias orquídeas. Outras espécies poderão ser identificadas nos novos trabalhos de campo.

Espécies identificadas

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