Comportamento seguro no transporte de cargas na BR-280 é tema de live na ArcelorMittal Vega
Segundo dados divulgados na Live Vida Segura BR-280, características da rodovia, como a pista simples, influenciam na segurançaNa ArcelorMittal Vega, o compromisso com a segurança está na rotina dos empregados, de terceiros e também na comunidade onde atua.
Segundo dados divulgados na Live Vida Segura BR-280, características da rodovia, como a pista simples, influenciam na segurança
Na ArcelorMittal Vega, o compromisso com a segurança está na rotina dos empregados, de terceiros e também na comunidade onde atua. Foi pensando em compartilhar dados que contribuam para a maior segurança nas rodovias que a Logística de Vega apresentou a Live Vida Segura BR-280. O evento virtual fez parte das ações de conscientização do Maio Amarelo e, além da equipe da Logística, contou com a participação de empresas e entidades convidadas de São Francisco do Sul.
“O Maio Amarelo é um movimento internacional, uma ação coordenada entre o poder público e a sociedade civil para mobilizar a todos por uma maior consciência em relação aos acidentes de trânsito. Eles são uma das maiores causas de mortes no país, e todos os acidentes poderiam ser evitados”, ressalta Marcelo Campos, Gerente de Logística de Produtos de São Francisco do Sul.
Segundo o especialista em segurança viária Rubem Penteado de Melo, que apresentou na live Os Oito Maiores Riscos da BR-280, o trecho catarinense da rodovia tem características próprias que influenciam no fator segurança, como o compartilhamento da via com veículos de diferentes portes e cruzamentos e rotatórias que são áreas mais críticas para conjuntos longos. “O veículo maior deve sempre tomar atitudes mais preventivas. No caso do cruzamento das vias, têm sido frequentes acidentes principalmente envolvendo motociclistas. Por isso, o condutor de cargas deve ter mais paciência nesses pontos e esperar a pista ficar mais livre”, alerta o doutor em engenharia mecânica.
Além destes dois exemplos, outro risco apontado pelo engenheiro é que veículos de grande porte possuem pontos cegos, principalmente na frente, na traseira e na lateral direita. “Nestes pontos cegos, principalmente por compartilharem a via, escondem-se muitas vezes motocicletas e bicicletas. Por isso, a atenção precisa ser redobrada nesses pontos antes de iniciar o movimento”, reforça.
Geraldo de Oliveira Barros, Diretor e fundador da Autor Capacitação Profissional, realizou no encontro uma análise das estatísticas e dos principais fatores de acidentes envolvendo caminhões nas rodovias brasileiras, com dados da BR-280. Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), de 2007 a 2018, a colisão foi o tipo de acidente que mais matou em rodovias nacionais. E pistas simples são os locais onde ocorrem a maioria destas colisões.
“Esta é a condição encontrada no trecho entre o porto de São Francisco do Sul e a BR-101, cerca de 35,3 km, onde veículos de carga, automóveis e motociclistas disputam o mesmo espaço”, ressalta Barros.
O especialista também alerta para a falta de atenção de motoristas e pedestres, pois este ainda é o maior causador de acidentes no Brasil. O uso de telefone celular ao volante é um exemplo corriqueiro que causa distrações.
“É muito importante ficar atento aos retrovisores do veículo, ligar o pisca alerta e sinalizar para outras pessoas em condição de risco as nossas intenções, sempre tendo uma postura de direção preventiva. A grande maioria das mortes e ferimentos graves no trânsito são evitáveis. Sempre há tempo de desaprender e reaprender”, orienta.