Escultor sem subterfúgios: Vilar assina nova exposição no Palácio Anchieta

Escultor sem subterfúgios: Vilar assina nova exposição no Palácio Anchieta

Escultor sem subterfúgios: Vilar assina nova exposição no Palácio Anchieta

O artista plástico capixaba José Carlos Vilar inaugura sua nova exposição, "Lições de Escultura", no dia 18 de março, no Palácio Anchieta. Com curadoria de Agnaldo Farias, a mostra reúne cerca de 70 esculturas em aço, explorando diferentes dimensões e formas, distribuídas em três amplas salas. Algumas peças são monumentais, ultrapassando a escala humana; outras, menores, trazem um impacto mais intimista, mas igualmente expressivo.
A exposição vai de 19 de março a 22 de junho e apresentará peças inéditas e do acervo do artista, feitas em técnicas variadas. A mostra é um projeto do Instituto Modus Vivendi, com gestão de Erika Kunkel, curadoria de Agnaldo Farias, patrocínio da ArcelorMittal, unidade Tubarão, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Espírito Santo (LICC).
Baseadas na poética da forma, suas esculturas foram produzidas a partir da vivência do artista com o cotidiano, da sua observação das coisas que o cercam, sempre com um olhar criativo, pensando na produção de suas peças. Entre os pontos de inspiração está a relação diária que ele tem com o mar, por conta de sua prática de muitos anos com canoa havaiana.
“A pesquisa de décadas no trabalho com o aço me deu conhecimento para dar a ele as formas que desejo. Consegui estabelecer um diálogo que flui perfeitamente: conheço seus limites, valorizo sua materialidade e preservo sua essência e originalidade. Ele me diz até onde posso chegar. Essa sintonia faz com que ele se transforme em uma folha de papel ou em um barbante”, explica.
Sobre o artista, o curador da exposição, Agnaldo Farias, disse: “José Carlos Vilar é um mestre da escultura brasileira. Sorte a nossa, especialmente dos habitantes de Vitória. Estamos em 2025, e a arte e a cultura de nosso país estão sob risco. Cumpre-nos fazer por merecer um artista dessa envergadura. Essa exposição é um justo tributo que Vitória faz a ele”.
Fala do Governador Renato Casagrande
Segundo Erika Kunkel, presidente do Instituto Modus Vivendi, sua organização tem, ao longo de sua trajetória, investido em projetos culturais e artísticos diversos. “Sabemos que a arte tem papel essencial na sociedade, na construção e preservação da identidade e história do seu povo. Ela transcende o tempo. Por isso, abraçamos projetos como este, do Vilar, uma referência na arte capixaba, considerado um dos mais importantes escultores do Brasil, e que há décadas nos encanta com suas obras irretocáveis. Nesta exposição vocês verão o trabalho de um artista pleno, maduro que nos traz peças que nos emocionam. Como poucos, ele transforma o pesado aço em formas diversas e emocionante”, afirmou.
Para Bernardo Enne, gerente geral de Sustentabilidade e Relações Institucionais da ArcelorMittal, apoiar a arte é uma forma de valorizar a criatividade e a inovação, pilares que movem a empresa. "O aço é um elemento de força, versatilidade e permanência, e, nas mãos de Vilar, se torna arte em sua forma mais pura. Além disso, é um material infinitamente reciclável, o que reforça seu papel na construção de um futuro mais sustentável. Sua habilidade em explorar esse material, respeitando sua essência e desafiando seus limites, reflete a própria trajetória da ArcelorMittal: inovação que impulsiona a transformação. ‘Lições de Escultura’ celebra o aço como expressão artística e, para nós, é inspirador ver esse material ganhar novas dimensões por meio do talento e sensibilidade desse artista tão talentoso, inspirador e com quem temos longa história de parcerias, que é o Vilar. Nos orgulhamos de ser patrocinadores desta exposição e um dos maiores investidores em cultura do Estado do Espírito Santo”, afirmou.
Sobre Vilar
Autenticidade e vigor são alguns dos atributos que definem o escultor Vilar. Sua obra impressionante surge a partir de uma rotina de trabalho pautada na disciplina e na inspiração que encontra em tudo ao seu redor.
“Gosto muito de criar. A escultura é parte essencial da minha vida. Todos os dias me levanto cedo, faço minha atividade física e, após o retorno, tomo meu café e começo a produzir. Tem sido assim há décadas”, conta o artista.
Professor aposentado da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Vilar é uma referência na escultura capixaba. Durante 35 anos, lecionou a disciplina de Escultura no Centro de Artes da instituição, onde também atuou como vice-diretor e diretor. Suas obras, além de refletirem sua dedicação integral à arte, convidam a reflexões imaginativas.

Sobre Agnaldo Farias
Agnaldo Farias é professor doutor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e Curador Geral da 3a Bienal de Coimbra.
Foi Curador Geral do Museu Oscar Niemeyer, de Curitiba, Curador Geral do Instituto Tomie Ohtake (2000/2012) e do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1998/2000). Também atuou como Curador de Exposições Temporárias do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (1990/1992).
Em relação a Bienal de São Paulo, foi Curador Geral da 29a Bienal de São Paulo (2010), da Representação Brasileira da 25a Bienal de São Paulo (1992) e Curador Adjunto da 23a Bienal de São Paulo (1996).
Foi Curador Internacional da 11a Bienal de Cuenca, Equador (2011) e do Pavilhão Brasileiro da 54ª edição da Bienal de Veneza (2011).
Recebeu o prêmio “Melhor retrospectiva” da Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA, 1994, pela Exposição Nelson Leirner, e o Prêmio Maria Eugênia Franco , da Associação Brasileira de Críticos de Arte – ABCA, pela melhor curadoria de 2011.
Serviço
Exposição "Lições de Escultura"
Período: de 19 de março a 22 de junho de 2025
Visitação: de terça a domingo, incluindo feriados
Local: Espaço Cultural Palácio Anchieta
Endereço: Praça João Clímaco, s/n - Cidade Alta - Centro - Vitória
Entrada gratuita